As semifinais da Copa Libertadores começam nesta terça-feira, às 21h30min, quando River Plate e Boca Juniors se enfrentam no Monumental de Nuñez, em uma reedição da decisão do ano passado, que foi disputada em Madri após muita confusão entre torcedores e bate-boca entre dirigentes.

Quarta-feira, no mesmo horário, Grêmio e Flamengo fazem o primeiro duelo entre os brasileiros em Porto Alegre - os jogos de volta estão marcados para os dias 22 e 23 de outubro, respectivamente. Na Argentina, River e Boca pouparam os titulares no último final de semana - as duas equipes venceram seus compromissos no torneio nacional.

No ano passado, a finalíssima foi para a Espanha porque torcedores do River Plate apedrejaram o ônibus da delegação do Boca horas antes da segunda partida, quando alguns atletas ficaram feridos e o duelo foi adiado. Por questões de segurança, a AFA e os clubes optaram por tirar o jogo da Argentina. O River levou a melhor naquela ocasião e por isso fez poucas mudanças para a atual temporada.

O técnico Marcello Gallardo está no cargo há seis anos. Neste ano, ele já levantou uma taça, a da Recopa Sul-Americana em cima do brasileiro Athletico-PR. Na temporada, o River tem 59,3% de aproveitamento de seus jogos, com 20 vitórias, 13 empates e oito derrotas. Gallardo foi jogador do time antes de se tornar treinador. Tem, portanto, a equipe nas mãos. Ele é figura respeitada em Nuñez. Tanto é que vai virar estátua no local.

O Boca Juniors tem retrospecto pouco melhor nesta temporada, com 69,1% de aproveitamento, com 23 vitórias, 14 empates e três derrotas. Comandado pelo técnico Gustavo Alfaro, a equipe foi campeã da Supercopa Argentina em cima do Rosario Central. Da Libertadores do ano passado para cá, o Boca passou por grandes mudanças. A começar pelo treinador Guillermo Barros Schelotto, que caiu. Do time titular daquela final, restaram apenas o goleiro Andrada e o zagueiro Izquierdoz.

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