Na próxima segunda-feira (21 set), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai apreciar a greve dos Correios, que já completou um mês de duração este ano. A expectativa é que haja uma decisão capaz de pacificar a disputa. De um lado, está a presidência da empresa pública, que quer cortar dos funcionários benefícios que vão além dos previstos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), como o pagamento de 2/3 de adicional de férias, vale refeição por 30 dias corridos, e não apenas pelos dias trabalhados, e o "vale peru", dinheiro extra na época do Natal. Do outro, estão os trabalhadores que não querem perder os benefícios já previstos em um acordo coletivo, com validade estabelecida pela Justiça do Trabalho por dois anos.

O presidente dos Correios, Floriano Peixoto Vieira Neto, diz em entrevista que a greve é "irresponsável". Além de criticar os grevistas, ele dá detalhes sobre o processo de privatização dos Correios, que já está em curso. O sindicato que representa os trabalhadores dos Correios, não se manifestou sobre a entrevista. Em nota publicada no site da Fentec, a Federação diz que não haverá recuo "porque o plano geral do governo Bolsonaro é acabar com os direitos para depois privatizar os Correios e demitir pais e mães de família de forma covarde".

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