O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) firmou na tarde desta segunda feira, 23 de fevereiro, um acordo extrajudicial com uma construtora e com o Município de Torres para viabilizar a restauração integral do “Torreão”, antiga e histórica torre de salva-vidas localizada na Praia Grande. Pelo acordo, a construção será completamente recuperada no prazo máximo de 12 meses, contados da homologação pelo Judiciário, e devolvida à comunidade, turistas e veranistas como patrimônio simbólico da orla de Torres. A obra compreende a reforma estrutural e outros serviços.
A construtora assumiu a obrigação de aportar R$ 137,3 mil para a execução da parte que lhe cabe na reforma. O Município de Torres será responsável pelo valor complementar necessário para a conclusão das melhorias, utilizando recursos extraorçamentários provenientes de outras medidas compensatórias.
A promotora de Justiça Dinamárcia Maciel de Oliveira, que conduziu a audiência, destacou que a solução construída atende ao interesse público e contribui para recompor danos remanescentes em ação civil pública (ACP) que trata de outros fatos. “A empresa é ré em uma Ação Cível Pública e, diante da disposição em realizar medidas compensatórias, foi eleita a recuperação do ‘Torreão’, equipamento histórico e de grande relevância comunitária. O Município de Torres também se soma ao compromisso, garantindo as condições necessárias para que a restauração seja integral e dentro do prazo estabelecido”, afirmou a promotora.
Após a homologação judicial, o acordo permitirá a suspensão temporária da ação durante o período de cumprimento das obrigações e, posteriormente, a sua extinção.
A plataforma foi erguida em 1953 e servia como torre de visualização da Praia Grande. A guarita, de traços modernistas, é conhecida como Torreão ou Monumento aos Salva-Vidas.
Em 2022 iniciou-se uma reforma, mas o Ministério Público , à época, questionou o modelo de contratação da empresa, por contrapartida e a obra foi paralisada.