O 1º Batalhão de Polícia Ambiental da Brigada Militar (1º BPAmb) realizou, no último sábado, uma ofensiva estratégica para combater a criação irregular de aves silvestres em Capão da Canoa. A operação de fiscalização percorreu os bairros Posto 5, Posto 6, Capão Novo, Parque Antártica, São Jorge e Louro, focando em residências e locais com indícios de manter animais da fauna nativa sem a devida autorização.
A ação visa coibir o tráfico de animais e garantir que a criação amadora de pássaros siga as normas do SISPASS (Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros).
Apreensões e Resgates
Durante as diligências, os policiais identificaram diversas aves mantidas em cativeiro de forma irregular:
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Bairro Posto 6: Foram localizados dois coleirinhos que não possuíam anilhas de identificação (anéis obrigatórios que comprovam a procedência legal da ave).
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Bairro Louro: A equipe encontrou dois cardeais sem registro e um papagaio-verdadeiro.
Diferente das outras aves, o papagaio-verdadeiro possuía anilha de registro. Por estar regularizado, o animal permaneceu sob a responsabilidade do tutor, que assinou um termo como fiel depositário.
De volta à liberdade
As aves apreendidas (os coleirinhos e os cardeais) foram encaminhadas para avaliação técnica. Após um laudo veterinário confirmar que os animais estavam saudáveis e aptos a sobreviverem sozinhos, eles foram devolvidos à natureza, sendo soltos em habitat adequado na região.
Alerta à População
A Brigada Militar reforça que manter animais silvestres sem a documentação necessária do IBAMA/SISPASS configura crime ambiental. A posse irregular pode resultar em multas pesadas e processos criminais.
Para quem deseja atuar como criador amador, é necessário realizar o cadastro oficial e adquirir aves apenas de criadouros autorizados, que fornecem animais já anilhados e com nota fiscal.