MENU
TRE-RS realiza abertura de urna eletrônica na Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação
Ação promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral busca esclarecer o funcionamento dos equipamentos, demonstrar mecanismos de criptografia e combater a desinformação sobre o processo eleitoral
Por Redação Tupancy
Publicado em 04/08/2026 11:05
Eleições 2026
Wobeto, Vanderlei e Luís Fernando explicam como funciona o sistema do início ao fim. | Foto: Henrique Ternus / Agência RBS

Com o objetivo de reforçar a transparência, a integridade e a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inaugurou nesta segunda-feira (3) a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. A iniciativa mobiliza os tribunais regionais de todo o país com uma programação focada na auditoria e no detalhamento técnico das urnas eletrônicas.

No Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) realizou um ato público marcado pela desmontagem física de um equipamento. A apresentação foi conduzida pelo secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RS, Daniel Wobeto, ao lado do assessor de orientação tecnológica, Luís Fernando Schauren, e do assistente de administração de urnas, Vanderlei Santos.

Enquanto a estrutura física da urna era aberta, a equipe técnica detalhava os múltiplos mecanismos de segurança digital, física e de criptografia que garantem a auditabilidade do voto e a lisura das eleições.

“Não há dúvida de que o processo é melhor com a urna eletrônica, porque temos certeza de que quem é eleito foi efetivamente votado. Urna é o tema com maior índice de desinformação porque as pessoas não compreendem como funciona a urna eletrônica”, ressaltou Daniel Wobeto durante a demonstração.

 

Isolamento de Redes e Criptografia de Dados

Durante a apresentação prática, os técnicos demonstraram que o equipamento é totalmente isolado de conexões externas. A urna eletrônica não possui placa de rede, antena Wi-Fi, Bluetooth ou qualquer entrada para cabos de rede, o que impede qualquer tentativa de acesso remoto ou invasão cibernética.

Além do isolamento físico:

  • Lacração e Criptografia: O equipamento é fisicamente lacrado e todos os dados gravados no sistema são criptografados, inclusive o sinal emitido pelo teclado numérico.

  • Software Exclusivo: Apenas os softwares oficiais desenvolvidos e assinados digitalmente pelo TSE conseguem rodar no equipamento e decodificar os registros no momento da apuração.

 

Votação Paralela e Testes de Auditabilidade

Até a realização do pleito, uma série de rotinas de auditoria e testes de estresse é aplicada para assegurar o perfeito funcionamento do parque de urnas.

No dia da votação, é realizado o procedimento conhecido como Votação Paralela (ou Teste de Integridade). Por meio de sorteio aleatório, urnas prontas para uso são separadas para passar por uma votação simulada com auditores e fiscalização externa. O objetivo é registrar votos em papel e comparar se o resultado computado eletronicamente pela urna coincide exatamente com os votos depositados na urna de teste. Executado desde 2002 com transmissão ao vivo, o procedimento nunca registrou qualquer inconsistência ou irregularidade.

A ação do TRE-RS integra um cronograma de eventos informativos direcionados à sociedade civil, imprensa, candidatos e partidos políticos. Apesar de as sessões de verificação e auditoria serem abertas aos representantes partidários, nenhum integrante de agremiação compareceu ao evento desta segunda-feira.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!